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sábado, 12 de setembro de 2009

O que é Insulina e como funciona.

Foto: http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/aulas/1846/imagens/acao_insulina.jpg

INSULINA
ENTENDENDO A IMPORTÂNCIA DESTE HORMÔNIO
Rodolfo Anthero de Noronha Peres - Nutricionista Esportivo - CRN8 2427

Os hormônios são substâncias responsáveis pela harmonia das nossas funções orgânicas, visto que aceleram ou diminuem a velocidade de reações e funções biológicas – que acontecem mesmo em sua ausência – mas em ritmos diferentes. Essas mudanças são fundamentais no funcionamento do corpo humano. Na comunidade esportiva, existem alguns hormônios de maior interesse, tais como: hormônio de crescimento, hormônios tireoidianos, hormônios esteróides e a insulina, dentre outros.

Neste artigo discutiremos a ação do hormônio insulina no organismo, expondo informações sobre como beneficiar-se por meio do controle de sua liberação natural, assim como os riscos de se administrar insulina extra.

A insulina é um hormônio anabólico, sintetizado pelas células beta nas ilhotas de Langerhans do pâncreas, sendo o hormônio mais importante na regulação do metabolismo energético. Sua principal função é regular o metabolismo da glicose por todos os tecidos do corpo, com exceção do cérebro. Ela aumenta a velocidade de transporte da glicose para dentro das células musculares e do tecido adiposo. Com a captação da glicose, se ela não for imediatamente catabolizada como fonte de obtenção energética, gera-se glicogênio nos músculos e triglicerídeos no tecido adiposo. Ou seja, o efeito da insulina é hipoglicemiante, visto que reduz a glicemia sangüínea. A insulina atua ainda nos receptores de IGFs, o que pode contribuir de forma adicional na promoção de efeitos anabólicos no organismo.

Normalmente, a insulina é liberada em ocasiões nas quais existam altos índices de glicose plasmática, como acontece após as refeições, variando de acordo com a quantidade e o tipo de alimento ingerido. Quando os níveis sangüíneos de alguns aminoácidos forem elevados, principalmente os BCAA'S, também ocorre um aumento considerável na liberação de insulina.

Ela atua primeiramente reabastecendo as reservas de glicogênio nos músculos e no fígado. Depois disso, se os níveis de glicose sangüínea ainda forem altos, a insulina estimula o seu armazenamento em tecido adiposo. Portanto, como vocês podem observar, a insulina pode auxiliar tanto no ganho de massa magra, devido à ótima captação de nutrientes e aceleração na ressíntese tecidual, como também pode ajudar no aumento da gordura corporal.

Sempre que os níveis de insulina forem altos, os níveis de glucagon serão baixos e vice-versa, visto que são hormônios contra-regulatórios. Como o exercício estimula a liberação de glucagon, a insulina tem sua liberação diminuída quando existe trabalho muscular, principalmente como forma de tornar a glicose mais disponível para a atividade, assim como usar gordura como fonte de energia. Além disso, as catecolaminas (adrenalina, por exemplo), que são liberadas durante o exercício, têm a propriedade de reduzir os níveis de insulina. A supressão na liberação de insulina é proporcional à intensidade do exercício, sendo que, em exercícios mais prolongados, existe um aumento progressivo na obtenção de energia a partir da mobilização de tecido gorduroso, decorrente da baixa observada nos níveis de glicose e da ação do glucagon. Esse efeito do exercício sobre a secreção de insulina pode durar até 48 horas.

Quando existe deficiência no organismo em manter adequados os níveis de insulina, ocorre uma patologia denominada diabetes. O diabetes mellitus tipo 1 é caracterizado por uma destruição auto-imune de células beta do pâncreas, ou seja, o corpo destrói, por engano, o próprio tecido que produz e secreta a insulina. Já o diabetes mellitus tipo 2 é bastante diferente do diabetes mellitus tipo 1. Nesse caso, a insulina está presente, mas não é eficiente para estimular a absorção de glicose nas células (o que é chamado de “resistência à insulina”). O corpo tenta compensar esse defeito secretando cada vez mais insulina, até que a capacidade de reserva das células beta pancreáticas se reduz e a glicemia aumenta. Tanto o diabetes mellitus tipo 1 como o tipo 2 são diagnosticados pela glicemia em jejum (> 8h) acima de 126 mg/dl ou acima de 200 mg/dl, 2 horas depois da ingestão de 75 g de glicose via oral ou do surgimento de outros sintomas clássicos do diabetes.  É prática padrão repetir os exames e realizar testes mais abrangentes após o diagnóstico inicial.

Embora a insulina exerça muitas funções, cinco delas são particularmente importantes durante ou após o exercício: 1) estímulo da absorção de glicose na maioria das células do corpo, 2) inibição da liberação de glicose pelo fígado, 3) inibição da liberação de ácidos graxos armazenados, 4) facilitação da síntese protéica nas células do corpo e 5) estímulo da ressíntese de glicogênio muscular após o exercício.

Portanto, deve-se tomar as devidas medidas com a dieta, para aproveitar ao máximo a ação anabólica deste hormônio naturalmente, consumindo alimentos fonte de carboidratos com baixo índice glicêmico na maior parte das refeições. Esta prática visa manter uma glicemia mais constante, evitando inclusive crises hipoglicêmicas e rompantes de fome.

No entanto, existem alguns horários em que nós podemos nos beneficiar com a ingestão de alimentos fonte de carboidratos com alto índice glicêmico, tais como antes, durante e imediatamente após o treinamento com pesos. Com relação à ingestão de carboidratos com alto índice glicêmico antes de uma sessão de treino, alguns indivíduos costumam apresentar hipoglicemia de rebote, causando uma queda no rendimento. No entanto, caso ocorra consumo de carboidratos durante o treinamento, este problema estará sanado.

Deve-se ressaltar que até 2 horas após o término do treinamento, nosso organismo possui uma capacidade extraordinária para absorção de nutrientes, sendo que é muito interessante elevar os níveis de insulina para aproveitar seu potencial. O estímulo pode ser dado pela ingestão de em torno de 1 grama de glicose por kg de peso corporal logo após o treinamento, acompanhada preferencialmente por proteínas de rápida absorção e aminoácidos de cadeia ramificada. Deve-se ainda, aproveitar os níveis elevados de insulina neste momento para aproximadamente 40 minutos após o término do treinamento, realizar uma refeição rica em carboidratos e proteínas e baixíssima em gorduras, visando recompor os estoques de glicogênio degradados e otimizar a síntese protéica. Lembre-se de que altos níveis de insulina também otimizam a absorção de gorduras!!!

Algumas pessoas também utilizam o mineral cromo, na forma picolinato, num esforço para salientar os efeitos anabólicos da insulina. Este é um mineral-traço essencial que participa ativamente do metabolismo de carboidratos, principalmente co-atuando com a insulina, melhorando a tolerância à glicose. Por agir estimulando a sensibilidade à insulina, o cromo pode influenciar também no metabolismo protéico, promovendo maior estímulo da captação de aminoácidos e, conseqüentemente, aumentando a síntese protéica. Existem, ainda, algumas evidências sobre a função do cromo no metabolismo lipídico, as quais parecem estar relacionadas com o aumento das concentrações de lipoproteínas de alta densidade (HDL) e a redução do colesterol total e de lipoproteínas de baixa densidade (LDL, VLDL), por meio do aumento da atividade da enzima lipase de lipoproteínas em indivíduos com dislipidemias.

Pode ser que a administração deste mineral funcione para pessoas com deficiência de cromo, mas provavelmente não proporcionará nenhum grande benefício para indivíduos que não apresentem tal deficiência. O exercício físico pode aumentar a excreção urinária de cromo, no entanto, não se sabe se este fator pode induzir uma deficiência de cromo. Por outro lado, a suplementação de cromo pode auxiliar no controle da glicemia de indivíduos diabéticos não insulino-dependentes engajados em atividade física.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) não estabelece um valor seguro exato para a ingestão de cromo, mas relata que dosagens de 125 a 200µg/dia além da dieta habitual podem favorecer o controle glicêmico e melhorar o perfil lipídico. Dessa forma, a dosagem máxima, dentro de um limite de segurança, é de até 250µg/dia. A ingestão de altas doses de cromo, dentre outros malefícios, pode ocasionar prejuízos no estado nutricional do ferro, devido ao fato do cromo competir com o ferro pela ligação com a transferrina, proteína responsável pelo transporte de ferro recém-absorvido.

Porém, mesmo com todas estas maneiras de se aproveitar o enorme potencial anabólico desse hormônio, muitos indivíduos teimosos ainda insistem em flertar com o uso de insulina exógena, mesmo após já terem ocorrido diversas mortes de fisiculturistas por hipoglicemia severa. Esse é um medicamento originalmente usado por pessoas diabéticas, que não produzem insulina em quantia adequada ou porque as suas células não reconhecem a insulina. Existem dois tipos básicos de insulina mais utilizados por alguns atletas:

1) insulina regular: tem ação rápida e inicia a sua atividade logo após a administração. Sua duração aproximada é de 6 horas, mas o pico de ação fica entre 1 e 2 horas após a aplicação.

2) insulina lenta: tem um tempo de ação intermediário. Seu efeito inicia-se cerca de 1 a 3 horas após a aplicação, atingindo um efeito máximo entre 6 a 12 horas. Mas pode ficar no sistema por aproximadamente 24 horas. Esse tipo de insulina é mais imprevisível quanto ao horário de pico, podendo ter vários por dia.

Existem diferentes fontes de insulina: suína, bovina, uma mistura de ambas e até mesmo humana. A insulina humana é idêntica em estrutura àquela produzida pelo nosso pâncreas e difere muito pouco das insulinas de origem animal. Mas os atletas comentam que existem diferentes reações quando mudam a fonte de insulina. Todos os tipos devem ser armazenados na geladeira, mas não congelados. Também, precisam ser protegidos do efeito da luz. Quando em desuso por várias semanas, o frasco deve ser abandonado.

Se um atleta desavisado fizer aplicação de insulina logo cedo e só se alimentar de carboidratos complexos, provavelmente, não terá glicose suficiente na corrente sangüínea quando a insulina der o seu pico e poderá fazer uma viagem sem direito a volta para o paraíso, ou seja lá para onde for. Os sintomas de hipoglicemia característicos são: sudorese excessiva, fraqueza, perturbações visuais, tremores, dores de cabeça, falta de ar, náuseas, coma e a morte. Ou seja, um simples erro, com relação a uma dosagem de insulina ou erro na dieta, pode levar o indivíduo a uma morte rápida. Este, sem dúvida alguma é um risco que não vale a pena!

Algumas pessoas com o receio de utilizar a insulina exógena, muitas vezes acabam optando por outras drogas desenvolvidas para pessoas diabéticas, tais como a metformina - que otimiza a captação da glicose - ou da potencialmente tóxica ao fígado, troglitazona - que aumenta a massa de receptores de insulina. Esses indivíduos, num esforço para salientar as ações metabólicas da poderosa insulina, não levam em conta que não são diabéticos e que, portanto, produzem naturalmente toda a insulina que necessitam. Não teriam necessidade alguma de administrar insulina exógena, menos ainda outra droga anti-hiperglicêmica.

Não brinque com seu bem mais precioso que é sua vida! Procure otimizar a liberação natural desse poderoso hormônio anabólico em seu organismo pelas estratégias nutricionais aqui explanadas. Um ótimo programa de treinamento em conjunto com uma prescrição nutricional adequada, somados a uma grande motivação, é o suficiente para você conquistar seus objetivos!

INSULINA - PARTE I
SAIBA COMO TOMAR PROVEITO DESTE PODEROSO HORMÔNIO
Waldemar Guimarães

A insulina é um hormônio produzido no pâncreas, sendo o hormônio regulador do metabolismo energético mais importante do organismo. Exerce múltiplas ações sobre o metabolismo e crescimento celular. A insulina transporta proteínas (aminoácidos) e carboidratos ( glucose ) para várias células do corpo. Em termos simples, guando você toma um copo de suco de laranja, este suco é processado pelo seu sistema digestivo e transformado de frutose em uma forma de açúcar simples denominado de glucose. O aumento da concentração de glucose no sangue provoca a secreção da insulina perfundida em 30-50 segundos. Não é só a ingestão de açúcares que provoca a liberação de insulina, como muitos ainda pensam, os aminoácidos provenientes da ingestão de proteínas também acionam a insulina, mas em quantidade menor. A quantidade de insulina liberada na corrente sangüínea é proporcional à quantidade de alimento ingerido e também é relativa ao tipo de alimento que se consome. Esta resposta é plotada em um gráfico denominado de índice glicêmico. Carboidratos complexos tais como a batata, arroz e macarrão tem baixo índice glicêmico, enquanto carboidratos simples tais como açúcar de mesa e glucose tem alto índice glicêmico.

Mas afinal, depois de todo este tecnicismo, qual é a real importância deste hormônio para nós, culturistas?
Ocorre que a insulina tem um efeito anabólico e anti-catabólico. Anabólico porque aumenta o transporte de aminoácidos, principalmente os de cadeia ramificada (BCAA) para dentro do músculo e anti-catabólico porque previne a quebra de proteínas intramusculares. Como mencionamos, a síntese de glicogênio também depende da insulina para transportar a glicose para dentro do músculo a fim de promover recuperação tecidual após exercício físico. Estes efeitos da insulina criam um perfeito ambiente metabólico para o crescimento e reparação tecidual.

Mas ainda não é tão simples assim, ocorre que a insulina pode ser uma faca de dois gumes, isto porque a insulina pode estimular o armazenamento de gordura e a produção de lipoproteína lipase ( LPL ), uma enzima que também trabalha no armazenamento de gordura, quando aumenta os depósitos de gordura, tanto a insulina quanto a LPL são liberadas mais facilmente e em maior quantidade.

Por outro lado, a ausência de níveis adequados de glicose no sangue promove a liberação de um outro hormônio também produzido no pâncreas denominado de glucagon. Insulina e glucagon são denominados de hormônios contra-regulatórios, opõem-se um ao outro. Quando a concentração de insulina cai, a de glucagon se eleva, ou seja, quando os níveis de glicose no sangue é baixo, o glucagon entra em cena. Ocorre que o glucagon é um hormônio catabólico que irá quebrar tecido para fornecer energia que o corpo necessita para se manter. O glucagon irá promover a degradação de glicose restante e de gordura e como a construção de músculos é secundário será muito difícil aumentar a sua massa muscular.

Bem, mas como controlar a insulina a meu favor?
Existem regras simples a serem seguidas para que se utilize todo o potencial da insulina como agente anabólico e anti-catabólico e evitar o armazenamento de gordura.

A) Escolha corretamente os alimentos, consuma alimentos de baixo índice glicêmico durante o dia para manter energia constante na corrente sangüínea, evitando assim a oscilação de insulina o que pode causar rompantes de fome, armazenamento de gordura e hipoglicemia;

B) Como o exercício tem efeito tampão sobre a insulina, você tem a possibilidade de durante o treino fazer o uso de bebidas de alto índice glicêmico tais como o Gatorade e o Marathon Estas bebidas normalmente além de glucose vem enriquecidas com minerais e algumas vitaminas, mas se o seu orçamento estiver em baixa, um copo de água e duas colheres de chá de dextrose será o suficiente para ajudar em dia de treinamento rigoroso.

C) Como, aproximadamente, até 90 minutos após o término do treino o corpo tem uma capacidade enorme de absorver nutrientes, é muito conveniente que se eleve os níveis de insulina para aproveitar todo o seu potencial. Desta forma, após o treino é importante que se continue a ingerir líquidos energéticos e que se realize uma refeição altamente protéica, muito baixa ou zero em gordura e rica em carboidratos. Esta fórmula é infalível para uma explosão de insulina e aproveitamento de todo o seu potencial para direcionar os aminoácidos diretamente para dentro da célula muscular.

Lembre-se que, nesta fase, a gordura também tem a sua utilização otimizada pela insulina e a LPL, portanto não ingira gordura nesta refeição. Gorduras também são importantes para os culturistas, principalmente as gorduras essenciais ( EFAs ), mas este é assunto para uma outra oportunidade.
No próximo artigo meu, iremos verificar como alguns culturistas estão utilizando a insulina injetável ( insulina extra ) para se beneficiar deste hormônio, mesmo antes das competições, e não estão aumentando o acúmulo de gordura e sim ficando mais fortes e definidos!

INSULINA - PARTE II
SAIBA COMO TOMAR PROVEITO DESTE PODEROSO HORMÔNIO
Waldemar Guimarães

No último artigo, aprendemos como nos beneficiar naturalmente deste poderoso hormônio, estimulando e controlando a sua secreção na hora certa. Neste prosseguimento, estudaremos como determinadas substâncias vêm auxiliando culturistas a salientar os efeitos da insulina indiretamente e também com a administração de insulina injetável.

A primeira substância que analisaremos é o cromo. Este é um mineral relacionado com o metabolismo da glicose e possivelmente um co-fator da insulina. Experiências realizadas em ratos com administração de dietas baixa em cromo promoveram os sintomas de diabete melito que desapareceram após a administração deste mineral. Estimulada por estas evidências, a indústria de suplementos para atletas passou a propagar o uso de cromo na forma picolinato num esforço para salientar os efeitos anabólicos da insulina. Pode ser que a administração deste mineral funcione para pessoas com deficiência de cromo, mas eu, particularmente, não conheço nenhum estudo que comprove mudanças significativas na composição corporal de culturistas que fazem administração de picolinato de cromo. Talvez valha a pena suplementar a dieta com este mineral.

A próxima substância é o vanádio. Este mineral entre outras atividades exerce papel semelhante ao da insulina (insulin-like effect), proporcionando maior tolerância à glicose, influenciando o metabolismo glicolítico e lipídico além de diminuir a concentração plasmática do colesterol. O vanádio na forma sulfato vem sendo administrado por culturistas com efeito melhor do que o picolinato de cromo segundo quem já utilizou os dois complementos. O sulfato vanádio parece aumentar as reservas de glicogênio intracelular, tornando os músculos mais volumosos. Mas não é assim tão simples, tal como a insulina, este mineral parece, também, ter o poder de armazenar gordura. Desta forma, o melhor é controlar o consumo de gordura quando se administra este mineral. A dose recomendada de sulfato vanádio é de 30-45mg por dia dividida em 3 ou 4 administrações diárias após as refeições para evitar distúrbios estomacais e hipoglicemia. A superdosagem é tóxica, ocasionando distúrbios gastrointestinais e coloração verde azulada da língua. É aconselhável, ainda, que a administração deste mineral seja ciclada, 8 semanas de administração e duas semanas de intervalo.

Acredito que necessitamos de mais estudos científicos comparativos entre estes dois minerais. Aí está uma boa idéia para tese de mestrado.
O último recurso que analisaremos é o uso de insulina injetável por atletas, mas, antes de seguirmos em frente, é primordial salientarmos que a administração de qualquer medicamento deve ser realizada sob a supervisão de um médico especialista o qual irá determinar as necessidades do cliente bem como regular a dosagem e/ou interromper a administração. A automedicação é perigosa e, em se tratando de insulina, o erro poderá ser fatal, ocasionando até a morte! As informações aqui contidas são baseadas naquilo que vem sendo utilizado por atletas que normalmente tem um ótimo respaldo técnico, condições de treino excelente e rigoroso controle nutricional. Portanto, não brinque com a sua vida, este é o bem mais precioso que você possui.

A insulina é um medicamento originalmente utilizado por pessoas diabéticas porque não produzem insulina em quantia adequada ou porque as suas células não reconhecem a insulina. No mundo do culturismo, este hormônio vem sendo utilizado com sucesso por aqueles que desejam aumentar de volume muscular bem como definição e densidade.
A insulina, como já estudamos, é poderosa como agente metabolizador protéico, mas, em contrapartida, pode estimular o armazenamento de gordura. Sendo assim, como é que poderia ser utilizada como otimizador de densidade e definição principalmente antes das competições? Explicamos já, já. Antes, vamos estudar alguns fundamentos.

Existem dois tipos básicos de insulina que se podem administrar: 
1) insulina regular que tem ação rápida e inicia a sua atividade logo após a administração e tem a duração aproximada de 6 horas mas o pico de ação fica entre 1 e 2 horas após a aplicação. 
2) insulina lenta que tem um tempo de ação intermediário sendo que o seu efeito inicia cerca de 1 a 3 horas após a aplicação, atingindo um efeito máximo entre 6 a 12 horas, mas pode ficar no sistema por aproximadamente 24 horas sendo que este tipo de insulina é mais imprevisível quanto ao horário de pico, podendo, ainda, ter vários por dia.

Existem diferentes fontes de insulina; pode ser de fonte suína, bovina uma mistura de ambas e humana. A insulina humana é idêntica em estrutura à insulina produzida pelo nosso pâncreas e difere muito pouco das insulinas de origem animal, mas atletas comentam que existem diferentes reações quando mudam a fonte de insulina. Todos os tipos de insulina devem ser armazenadas na geladeira, mas não congeladas, devem também ser protegidas contra o efeito da luz. Quando em desuso por várias semanas, o frasco deve ser abandonado.

A insulina vem sendo utilizada em bases regulares por atletas que desejam um benefício extra deste hormônio. Estes atletas injetam a quantidade certa na hora certa e mantém um controle nutricional rigoroso para evitar hipoglicemia severa e também armazenamento de gordura. O pâncreas naturalmente já libera insulina quando aumentam os níveis de glicose na corrente sangüínea a fim de manter um equilíbrio glicêmico, mas quando insulina extra é injetada os níveis de açúcar podem baixar muito e ocasionar a hipoglicemia. Se um atleta desavisado fizer aplicação de insulina logo de manhã cedo e só se alimentar de carboidratos complexos não terá glicose suficiente na corrente sangüínea na hora em que a insulina der o seu pico. Os sintomas de hipoglicemia característicos são: sudorese excessiva, fraqueza, perturbações visuais, tremores, dores de cabeça, falta de ar e náuseas.

Para se evitar tais sintomas, parece ser conveniente o consumo de 10 gramas de carboidrato simples (glicose) para cada UI (unidade internacional) de insulina regular (lenta) administrada cerca de 30 minutos após a injeção. Se um atleta injetou 10 UI, meia hora após consumiria cerca de 100 gramas de glicose. Se o atleta tiver fazendo uso de insulina lenta, deverá se alimentar rigorosamente a cada duas horas e meia com uma mistura de carboidratos para garantir o controle da hipoglicemia a ainda assim andar com alimentos doces no bolso, tais como balas, chocolates e pastilhas de glicose em caso de hipoglicemia eminente. Lembre-se da característica imprevisível da insulina lenta. A vantagem da sua aplicação é que sempre que o atleta fizer uma refeição, lá estará a insulina para drenar glicose e os aminoácidos para dentro da célula.

É óbvio, o atleta não deverá ingerir apenas carboidratos, terá também que manter uma dieta rica em proteínas para que aproveite todos os benefícios da insulina, o consumo de gorduras saturadas tem que ser muito limitado, mas deverá ser garantindo o consumo de gorduras essenciais ( EFAs) tais como os óleos de peixe. É conveniente lembrar que o uso de insulina é incompatível com dietas pobres em carboidratos (dieta muito preconizada recentemente para culturistas) o que evidentemente ocasionaria rapidamente um quadro hipoglicêmico e muito possivelmente a morte.

Mas e como droga pré-competição?
A insulina é utilizada junto com a dieta pré-competição naquela fase em que o atleta realiza a supercompensação de carboidratos após a fase de depleção. Só para resumir, antes das competições, os culturistas sérios realizam uma dieta especial que consiste da depleção de carboidratos por alguns dias. Nestes dias ( de 4 a 6 dias), os atletas não consomem nenhum ou quase nenhum carboidrato enquanto continuam a treinar a todo vapor. Assim, todo ou quase todo o glicogênio armazenado no corpo é gasto. Há 3 dias da competição, o atleta passa a ingerir generosas quantias de carboidratos. Daí, o corpo depletado de carboidratos irá re-armazenar os mesmos e, por um mecanismo natural de auto-proteção, irá supercompensar as células tornandoas mais volumosas e os músculos mais aparentes.

A insulina, neste caso, é utilizada com o objetivo de drenar ainda mais os carboidratos ingeridos para dentro da célula muscular. Ocorre que se o atleta, nesta fase, não consumir quantidades suficientes de carboidratos, irá competir mais parecido com um "faquir indiano" e por outro lado se consumir muito carboidrato, o excesso acabará por reter líquido subcutâneo o que comprometerá a definição e assim o atleta poderá parecer mais com um balão inflado ou com a bolha assassina. A insulina irá garantir que todo o carboidrato consumido seja drenado para dentro da célula, ocasionando um surpreendente efeito quanto à definição e volume muscular!

Mas lembre-se que a insulina só será utilizada na fase de supercompensação e jamais quando houver depleção de carboidratos e que uma dieta rigorosa e muito bem balanceada é fundamental. A supervisão médica é essencial, não faça loucuras.

Fonte: http://www.waldemarguimaraes.com.br

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